Coluna Tucandeira 16/02/2026
- Fabio Almeida

- 16 de fev.
- 12 min de leitura

O terror do espectro da crise do capitalismo continua a produzir distorções que impactam concretamente na ordem política, ou melhor, na composição geopolítica do pós-guerra. O neoliberalismo é o vetor central dessa crise sistêmica, a qual se estabelece em dois processos distintos: a financeirização e o processo de acumulação. Compreender esse quadro é necessário para que possamos ajudar nosso país a definir caminhos sólidos em torno de refundar nossa lógica de acumulação.
O neoliberalismo é centro nevrálgico no ocidente mundial dessa crise, pois transforma a lógica de organização do processo de acumulação, um dos componentes da produção, agindo diretamente sobre o capital. Esse insumo passou a ser negociado no sistema financeiro, deixando de existir uma relação direta com o setor produtivo. Os títulos de dívidas públicas passaram a ampliar o processo de centralização da renda e riqueza no mundo. Desta forma, o capitalista compra títulos no Japão a 0,5% percentuais, usa como garantia, para investir em títulos do Brasil que pagam 15% e garante uma margem de lucro de 14,5%, o capitalista passa a manter sua taxa de lucro por meio de um sistema parasitário, onde dinheiro gera mais dinheiro, sem passar pela transformação material do trabalho para acumulação de mais-valia.
Essa forma de ganho de capital da burguesia, edificada sob as premissas teóricas de Friedrich Hayek, Milton Friedman e Ludwig Mises promoveu uma reformulação da organização produtiva capitalista, o centro de organização no ocidente passou a ser o setor de serviços. A produção industrial passou a ser descentralizada para regiões do mundo que possibilitassem ganho financeiro devido a proximidade com a matéria-prima, incentivos fiscais e baixos salários. O objetivo do sistema capitalista é ampliar o lucro, assim os burgueses ganhavam em duas pontas, na financeirização e na superexploração de matéria-prima e do trabalho em regiões periféricas do capitalismo, a exemplo a Ásia. A lógica desse movimento era levar o capitalismo para conter o socialismo nesta região.
A partir dessas duas premissas econômicas as estruturas produtivas no ocidente passam a ser de propriedades de grandes oligopólios financeiros que passam a consolidar um sistema monopolista de produção, ampliando a concentração de renda e riqueza, deixando a classe trabalhadora, especialmente a juventude sem perspectivas concretas de sobrevivência. Já no oriente, a lógica é outra, o processo de produção segue os primórdios teóricos dos idealizadores do capitalismo, apontados por Karl Marx, ou seja, dinheiro gera produção que gera mais dinheiro. Essa distinção entre esses dois modelos é fundamental para entender que no primeiro caso trabalha-se com um capital fictício - o ganho com o investimento realizado - no modelo do oriente existe a acumulação efetiva de capital, pela acumulação da renda concreta, em virtude do que Marx denomina mais-valia ou mais valor.
Como o capitalismo se estabelece por meio do capital, assim, onde ele estiver se encontra o centro do poder, essa premissa fez paulatinamente, durante os últimos 30 anos, o pêndulo girar rumo ao oriente. Essa nova perspectiva estabelece não apenas geograficamente onde se encontra o dinheiro para investimentos na produção ou no mercado financeiro, mas efetivamente como essas nações milenares, desconstruídas durante centenas de anos, souberam se aproveitar dessa onda de investimentos no setor produtivo para estruturar sua independência tecnológica.
Aqui, no Brasil, perdemos esse tempo, em virtude de uma elite burra, centrada ainda nas premissas objetivas da Casa Grande e sua lógica subalterna ao império. Por lá, o caminho foi a transferência tecnológica, investimentos massivos em educação e controle do estado sobre o sistema financeiro. Essa tríade permitiu que o neoliberalismo, pensado por Wall Street e seus centro econômicos, especialmente a Universidade de Chicago, promovesse uma das maiores revoluções sociais do planeta, a qual é sustentáculo de uma grave crise geopolítica entre ocidente e oriente, cujo pano de fundo é o processo de acumulação.
A burguesia proclama sua forma de governo, a Democracia, como a mais natural e revolucionária, quando adotada ante sistemas monárquicos existentes no ocidente antes das revoluções burguesas, mas, a prática demonstra que o modelo é excludente. O sistema representativo da democracia burguesa possui como eixo central manter o controle do estado com suas representações de classe - no Brasil 88% dos parlamentares se autodeclararam quando do registro de suas candidaturas como empresários.
No entanto, quando o processo de gestão do estado tensiona a ponto de romper com a lógica da acumulação existente, recorre a burguesia a adoção de estruturas de governo autoritários. Assim, vivenciamos a aliança da burguesia com sistemas opressores do povo, o nazismo, o facismo, o salazarismo e o franquismo, ou mesmo os 21 anos de ditadura no Brasil. Portanto, em nome de manter seu lucro a burguesia é capaz de romper com seus princípios revolucionários. A movimentação é correta já que vivemos um processo de luta de classes, o poder sob a forma do capital ou estará nas mãos da burguesia ou da classe trabalhadora - essa revolucionária ou não - cujas formas de organização do Estado são distintas.
Neste quadro atual dessa crise de acumulação do sistema capitalista e da fragilidade do sistema financeiro como garantidor de lucro, a burguesia faz um movimento de forma ordenada em torno do tensionamento interno, posicionando-se ao lado de representantes autoritários que buscam romper com direitos sociais, promover limpezas étnicas e retomar o processo de produção capitalista sob suas premissas históricas, retomando a grande indústria, como centro da produção. Essa aliança é apelativa internamente, pois atrai para o campo da burguesia os estratos sociais da classe trabalhadora expropriados por essa própria burguesia e seu neoliberalismo, já que trabalha com o simbólico que a superação do inimigo interno (podem ser os imigrantes, comunidade LGBT, negros ou mesmo os comunistas) permitirá a retomada do emprego.
Esse quadro tem levado a que os estados nacionais passem a ser representados por figuras altamente perigosas para a paz mundial. Pois, o conflito permanente é a chave mestra de mobilização social, potencializada por redes sociais que dependem do estado para promover seu permanente processo de atualização e investimentos - é aqueles neoliberais de ontem, consomem boa parte da grana dos impostos, aqui no Brasil, os grandes fazendeiros defendem o Estado mínimo para saúde e educação privatizada que deveriam ser privatizadas, mas em contrapartida querem isenções, renúncias ou subsídios que consomem quase R$700 bilhões do orçamento brasileiro, para saúde destinamos, neste ano, R$271 bilhões.
Não podemos classificar esses governos como autoritários ainda, mas assumem internamente um processo de ruptura com as liberdades burguesas, além de adotar na política externa uma premissa imperialista. Os EUA são hoje a maior expressão desse processo, em virtude de conter o maior poder bélico do mundo, solidificado a partir da expropriação da riqueza nacional de várias regiões do mundo, mas especialmente da América Latina. A lógica é preciso retomar meu setor produtivo, você tem que contribuir com isso, caso não aceite tenho bombas para jogar sobre seu povo.
Caminhamos dessa forma de uma crise do processo de acumulação da burguesia ocidental para uma crise geopolítica que pode impingir conflitos bélicos desastrosos à vida humana. Esse quadro piora quando vemos a completa falência da ONU como estrutura mediadora de conflitos entre nações. A recente tentativa de limpeza étnica produzida pelo sionismo em Gaza demonstrou que a ONU não possui mais viabilidade política para conter os arroubos da burguesia ocidental que metaforicamente quer transformar todos os lugares em resorts, lógico sem povo, com muros e muita segurança privada. A burguesia sempre pensou o mundo para os seus, mas após a segunda guerra mundial a lógica do império era conquistar não pela força, mas pelo poder do dinheiro. Essa lógica se transformou quando a acumulação, a riqueza real deixa o ocidente e migra para o oriente, passa a força ser a solução de domínio.
Compreender que a crise geopolítica que pode nos levar a um conflito bélico catastrófico possui sua origem na crise de acumulação do capitalismo no ocidente é importante para podemos atuar mais conscientemente no direcionamento dos rumos de nosso país nesse jogo que se engendra no tabuleiro internacional. Porém, nesta crise precisamos como país independente, pacífico e signatário do tratado de não-proliferação de armas nucleares liderar as nações contra os conflitos bélicos, mas internamente fomentar o processo de desenvolvimento tecnológico, um dos motivos do desenvolvimento capitalista brasileiro ter sempre dado o que se denomina “voos de galinha”.
Porém, conseguimos trilhar esse caminho com a atual quadra de representantes que temos no congresso nacional, nas assembleias legislativas e nas câmaras municipais? Não. Nosso parlamento proclama debater a “mamadeira de Piroca” ou a anistia para golpistas, não a definição de um processo sólido de desenvolvimento humano que se paute na geração e distribuição de renda e riqueza, por meio do investimento público em infraestrutura, cultura e desenvolvimento tecnológico. Para isso, será fundamental conter a expropriação promovida pelos parasitas do mercado financeiro que consumirão em 2026 mais de 1 trilhão de reais, recursos que saem da educação, saúde, estradas e cultura para financiar parasitas burgueses que ainda bradam por menos Estado para o povo.
Para começar esse processo temos cerca de U$ 360 bilhões de reservas internacionais, onde U$200 bilhões financiam o desenvolvimento nos EUA, com o governo comprando títulos públicos daquele país. Mas, essa mudança fundamental do sistema financeiro exige um congresso comprometido com o povo e o país, algo que não temos, pois nesse modelo de expropriação e concentração da riqueza nacional se resfestelam também a grande maioria dos parlamentares.
Da prisão domiciliar às eleições
Sem partido político definido, a roraimense Regina Silva que participou dos atos de tentativa de golpe de estado, em 08/01/2023, apresenta seu nome para disputar uma das duas vagas ao senado federal. Ela é uma das donas da marca de arroz Tio Ivo, a exemplo de todos do seu campo ideológico, diz ser liberal, mas recebe inúmeras benesses do orçamento do estado para ampliar seus ganhos, um exemplo é a Lei 215/1998 de Roraima que isenta seus negócios do pagamento de todos os impostos estaduais.
Não bastasse isso, a pré-candidata - em minha opinião não pode sair candidata, pois possui condenação de colegiado exarada em 13/05/2025 - afirmou que quer ser eleita para retirar ministros do STF, demonstrando que sua aderência ao golpe, estruturado nos acampamentos golpistas em frente ao 7º BIS, mantêm-se firmes. A lógica é impor pela força sua visão de mundo e sua forma de gerir o Estado. Começa querendo inibir a atuação da justiça, depois atingirão as liberdades democráticas do povo. Apresentada como estreante na política, a senhora Regina foi desmentida ao vivo pelo ex-candidato ao Senado Helder Girão ao afirmar que a empresária teria sido sua suplente em 2022.
A senhora Regina alega que não estava em Brasília no horário dos atos e que foi presa no acampamento golpista em frente ao comando geral do exército - o mesmo local que em discurso o ex-presidente conclamou seus apoiadores a darem a vida pelo projeto político que ele representava. A defesa da pré-candidata possui inúmeras fragilidades. Se ela foi presa no acampamento, isso só pode ter ocorrido na manhã do dia 09/01/2023, portanto a lógica de que estava de passagem é insustentável. A senhora Regina afirma que não possui direito a defesa, isso não é o que consta em seu processo no STF. Na prática a possível candidatura dessa senhora representa mais uma voz do extremismo reacionário cristão que é muito perigoso à nossa sociedade.
Como lê a pesquisa Quest?
No último dia 11/02/2026 a Genial Quest publicou mais uma rodada de monitoramento das eleições de 2026, ao todo foram entrevistados 2.004 pessoas maiores de 16 anos. O primeiro olhar deve ser direcionado a como as pessoas se identificam: 19% lulistas; 14% esquerda não lulista; 32% independente; 21% direita não bolsonarista; 12% bolsonaristas. Essa estratificação é fundamental para esclarecer que a força popular bolsonarista é um mito criado pela imprensa brasileira.
Entre as 648 pessoas que se consideram de direita e bolsonarista 17% apoiam o governo Lula, ou seja, quase ⅕ dos votos da direita podem migrar para Lula nas eleições, esse é um dado importante que necessita ser trabalhado pelo PT. No entanto, a aprovação nos que se declaram independentes apresenta uma queda de 46% para 37%, entre outubro/2025 e fevereiro/2026, porém ao incidir sobre esse dado às pessoas que não sabem ou não quiseram responder que foi de 11% dos entrevistados, o percentual de aprovação do governo Lula passa a ser de 42%, demonstrando uma boa abertura política para Lula neste campo ideológico (os nem/nem) nas eleições. Importante ver que 7% da direita e do bolsonarismo apoiam as posições políticas de Lula, aqui diferente da ação do governo, externa-se um compromisso ideológico, pois falamos de ideias.
Essa mesma forma de leitura da pesquisa deve ser levada para a disputa do primeiro turno. Não é possível realizar uma análise de intenção de votos para uma eleição sem considerar a retirada dos votos branco/nulo e abstenção do cômputo final. Vamos aqui ver nessa última pesquisa como se comportam esses dados apresentados pela empresa de opinião pública. Os dados disponíveis demonstram que 15% dos entrevistados afirmam que não votarão, sob as diversas formas permitidas pela legislação eleitoral. Assim, temos no cenário que possui todos os pré-candidatos incluídos os seguinte percentuais: Lula (PT) com 41%; Flávio Bolsonaro (PL) 35%; Ratinho (PSD) 9,4%; Zema (NOVO) 4,7; Renan Santos (MISSÃO) 1,2%; e Aldo Rebelo (DC) 1,2%.
Claramente demonstra-se que se o Lula conseguir ampliar em 6% sua intenção de votos possui clara oportunidade de ganhar as eleições no primeiro turno. Acredito que o governo já percebeu essa movimentação, pois internamente o PT trabalha para que a federação União Progressista (formada pelos partidos União Brasil e Progressistas) possa fechar uma aliança política com o governo para as eleições, o mesmo trabalho é feito em relação ao MBD.
O problema dessas movimentações é levar uma direita reacionária à vice-presidência, um erro político em minha opinião, pois o PT deveria, nessa quadra histórica, manter o perfil de aliança no campo da centro-esquerda, qualquer aliança com a direita deveria se estabelecer nos projetos estaduais, não na composição da chapa nacional.
Quando olhamos os dados dos votos da pesquisa espontânea - aquela em que o entrevistado diz em quem vai votar sem a menção das candidaturas -, o quadro é o seguinte: Lula 55%; Flávio Bolsonaro 29%; Outros 12%; e Bolsonaro 5,9%. Esses dados são importantes de serem observados pois entre os eleitores com definição já clara de seu voto, Lula alcança um percentual que permitiria uma vitória em primeiro turno, já que demonstra um vínculo eleitoral acima de 50% e necessita ampliar apenas 6% das intenções da pesquisa induzida para vencer as eleições em 05/10/2026 no primeiro turno.
Machismo, Sangue e Morte
O terrível caso de Itumbiara que levou a morte de duas crianças e ao suicídio do assassino deixa claro que a violência contra nossas mulheres assumem diversas formas. Atingir uma mãe com os assassinatos de seus filhos é algo terrível, desumano. O fim de um relacionamento não pode ter como consequência o derramamento de sangue, fundamentado em uma misoginia, onde a mulher é vista como propriedade de homens, muitas vezes, auto qualificados de “pessoas de bem” e cristãos fervorosos. Mas, neste caso, o processo de revitimização demonstrou como a cultura do ódio é uma prática comumente massiva em nossa sociedade.
A mãe que viu a perda dos filhos sendo atribuída a ela o motivo do assassinato das crianças, por parte do criminoso, viu essa retórica crescer na cidade onde mora. A situação foi tão drástica que ela não pôde sepultar seus filhos, pois o risco de apanhar era enorme. Que sociedade é essa que culpa uma mulher pela morte de seus filhos, assassinados pelo ex, devido ela ter encerrado o relacionamento e viver com outra pessoa? Isso demonstra o quanto o machismo é arraigado na sociedade e como as redes sociais potencializam essa cultura do ódio às mulheres.
Anistia Não!
O ministério público do Pará apresentou ao STF uma arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) para debater com base na Constituição a interpretação do TRF 1ª região que aplicou a lei da anistia em favor dos tenentes-coronéis do exército Lício Augusto Ribeiro Maciel e Sebastião Curió Rodrigues de Moura. Os dois respondem por homicídio e ocultação de cadáver. A votação foi aberta no plenário virtual e o Ministro Flávio Dino expediu seu voto alegando que a lei da anistia restringe-se aos crimes políticos e correlatos compreendidos entre 2 de setembro de 1961 e 15 de agosto de 1979, porém mesmo os fatos tendo ocorrido entre 1972 e 1974, não podem ser abrangidos pela anistia, pois o crime de ocultação de cadáver “é um delito permanente que se renova a cada dia, enquanto os restos mortais não forem localizados”. Após seu voto, o ministro Alexandre de Moraes pediu vistas. Esse é um debate importante para impor um regramento jurídico que impeça a impunidade de criminosos que usaram a força armada do estado para praticar crimes durante a ditadura.
Imperialismo
O secretário de estado estadunidense, Marco Rubio, durante a Conferência de Segurança de Munique, afirmou que o mundo voltou a operar em dois blocos, possui cadeias críticas e hierarquia de poder. Isso, após o presidente estadunidense afirmar que ocuparia a Groenlândia, ação repudiada pela Europa. Para ele, o sul global possui um papel subalterno e deve ser o fornecedor de insumos estratégicos, além de mercados para os produtos estadunidenses e europeus. A estratégia de sobrevivência e domínio, confronta a agenda de cooperação mútua dialogada no âmbito do multilateralismo, especialmente nos países do sul global. A lógica imperial é reafirmada, numa conjuntura em que os EUA não possuem mais a capacidade de inibir a funcionalidade de um país, pois em certa medida a tecnologia sofreu um processo de revoada do domínio estadunidense. Desta forma, a ameaça a todos os parceiros estratégicos servirá apenas para isolar ainda mais o governo estadunidense que anda às voltas com os assustadores indicadores de ampliação da pobreza e as denúncias de abuso de crianças e adolescentes. Mas, nosso país necessita aproveitar esse momento de crise e estabelecer um novo modelo de política internacional e desenvolvimento humano/econômico, pois eles nos querem como colônias novamente, não apenas econômicas, mas submissos aos interesses políticos.
Minas e as eleições
A cidade de Belo Horizonte possui uma grande rede de apoio ao Bolsonaro, não é à toa que elegeram por duas vezes Romeu Zemar que em 8 anos de governo triplicou a dívida do Estado. Já a área rural apoia com sua maioria o presidente Lula. O convencimento de Pacheco, feito por Lula, amplia as possibilidades eleitorais nas minas gerais. O atual senador será candidato ao governo pelo União Brasil e busca a formação de um palanque eleitoral que envolva outras agremiações e lideranças políticas, a exemplo do MDB e Aécio Neves. Esse quadro político fortalecerá a campanha presidencial, permitindo que partidos de direita até então sentados no colo do bolsoonarismo comecem a soerguer a cabeça, já que vislumbraram que ao lado da família golpista só restam baixar a cabeça aos interesses políticos deles.
Bom dia com alegria
Fábio Almeida

Comentários