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MST/RR capacita trabalhadores rurais na produção de bioinsumos

  • Foto do escritor: Fabio Almeida
    Fabio Almeida
  • 10 de mar.
  • 3 min de leitura
Formação em bioinsumos na vicinal Rio Branco (Cantá)
Formação em bioinsumos na vicinal Rio Branco (Cantá)

Agricultores, agricultoras e estudantes da UFRR participaram, no último dia 09/03/2026, de uma oficina de produção de bioinsumos. O evento foi realizado na vicinal Rio Branco, localizada no município do Cantá, envolvendo 25 formandos que desenvolveram técnicas para produção de insumos orgânicos para melhorar sua produção agrícola e diminuir o uso de agrotóxicos.


O evento idealizado pelo MST/RR e o LABORR integra o projeto de extensão: Territórios de Resistência e Participação Social. A proposta prevê o fortalecimento local na reformulação dos conceitos produtivos, potencializando a agroecologia e a produção orgânica, além de desenvolver capacidades de inserção da comunidade na formulação e fiscalização de políticas públicas, por meio da construção de ferramentas de participação social e organização coletiva.


Produção de biofertilizante durante a oficina
Produção de biofertilizante durante a oficina

A atividade de campo possibilitou aos oficineiros o contato com os fundamentos teóricos sobre bioinsumos e o conhecimento de técnicas necessárias à produção de biofertilizantes, fundamentais à transição agroecológica e uma maior autonomia produtiva da agricultura familiar, perspectiva que reorienta a produção do pequeno agricultor. A formação não restringiu-se apenas a teoria, os participantes realizaram atividades práticas, ao prepararem os produtos a partir de insumos disponíveis na localidade.


Para Vanessa Carvalho, dirigente do setor de gênero do MST/RR, a oficina possibilitou que os agricultores familiares compreendessem o pilar fundamental dos bioinsumos para promoção da agroecologia  e a redução do uso de fertilizantes e agrotóxicos, altamente nocivos à vida dos trabalhadores/trabalhadoras  e dos consumidores. “Essa prática vai muito além da substituição de insumos, contribui para a construção de sistemas produtivos mais justos e sustentáveis. Os benefícios são muitos, destacando-se: o desenvolvimento rural sustentável; impactos ambientais positivos; aumento da produtividade de alimentos  saudáveis; fertilidade do solo; e redução da dependência de produtos químicos processados”, afirmou Carvalho.


A militante do MST, Fernanda Nascimento, aponta que a oficina reforçou a importância  da formação técnica e política com os trabalhadores e trabalhadoras do campo, contribuindo para a soberania alimentar  e a organização dos assentados da reforma agrária. “Ver como insumos disponíveis em nossos lotes podem melhorar a produção, além de garantir mais dinheiro no bolso dos camponeses é surpreendente”, disse Nascimento, estudante do curso de bacharelado em história da UERR.


Transição Agroecológica


O programa por uma reforma agrária popular defendido pelo MST, debatido entre os dias 19 e 23 de janeiro, na cidade de Salvador (BA), apresenta uma defesa concreta da transformação do atual modelo de produção, por meio da agroecologia. A tese central baseia-se na produção de alimentos saudáveis, soberania alimentar, defesa da vida e combate às mudanças climáticas. Para o movimento, a defesa do modelo de produção agroecológico ultrapassa a perspectiva de uma estratégia política, consiste em uma condição material para a reprodução da vida camponesa e ao equilíbrio ecológico dos territórios.


Produção de arroz orgânico pelo MST no RS
Produção de arroz orgânico pelo MST no RS

Ao conceber esse caminho produtivo, o documento apresenta propostas concretas a partir da promoção da ciência e tecnologia, em processo dialógico com os saberes tradicionais e a qualificação dos camponeses, servindo o povo, por meio da promoção de conhecimento acessível e socializado, respondendo aos desafios concretos da produção de pequenos produtores e produtoras rurais. A produção de bioinsumos, o fortalecimento de cadeias e redes produtivas, a autonomia sobre as sementes e o uso de energia renovável articulam-se como dimensões transformadoras dos territórios e dos povos neles inseridos. 


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