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Acadêmicos da UFRR sob ataque de extremistas de direta

Foto do escritor: Fabio Almeida
Fabio Almeida
há 4 dias
3 min de leitura
Invasão do Deputado Estadual Macinho Belota ao centro acadêmico de direito da UFRR e o material destruído.
Invasão do Deputado Estadual Macinho Belota ao centro acadêmico de direito da UFRR e o material destruído.

Desde o último dia 16/10, setores da UFRR sofrem ataques de extremistas que apoiam a candidatura de Flávio Bolsonaro. Na sexta-feira, o Deputado Estadual Marcinho Belota (PL) invadiu, com outra pessoa, a sede do centro acadêmico do curso de Direito e promoveu a destruição de material político da entidade. Já no sábado, 17/10/2026, 4 homens entraram em prédios da instituição e começaram a destruir materiais afixados pelos murais da universidade.


O desespero eleitoral dos apoiadores da candidatura do PL, a presidência da república, especialmente após o grande engajamento ocorrido, neste segundo turno, na campanha do Lula em Roraima, ampliou os ataques contra manifestações e posições políticas dos apoiadores do atual presidente da república. No domingo passado, 11/10, uma pessoa chegou a puxar uma faca peixeira para militantes durante uma bandeirada. Carros sendo colocados por cima de pessoas e crianças é uma rotina já enfrentada, desde o primeiro turno.


Neste sábado, porém, o ataque realizado aponta a suspeita de que uma das pessoas estava armada, infelizmente a polícia foi chamada, mas não revistou a pessoa acusada de portar uma arma de fogo. Infelizmente, os extremistas e violentadores da liberdade de expressão fugiram do local. Mas, as filmagens serão encaminhadas a polícia federal para que abra um inquérito para investigação do crime cometido, especialmente pela suspeita de uma das pessoas ser policial militar.


A UFRR deve claramente estabelecer um protocolo de segurança que atenda a liberdade de expressão da comunidade acadêmica e contenha os atos de violência do extremismos de direita, a fim de que não tenhamos nenhuma fatalidade contra nenhum dos jovens que lideram os protestos contra a eleição de um presidente do PL, cujo candidato, enquanto senador da República defendeu o programa Future-se que consistia em entregar as IFES ao interesse das empresas privadas, acabando inclusive com a política de cotas para negros e deficientes.
Momento em que a comunidade acadêmica e policiais abordam os criminosos que invadiram a UFRR

A gestão do diretório central dos estudantes da UFRR - Gestão Sarah Domingues Vive: A Luta continua! - disponibiliza em sua página várias notas de solidariedade aos estudantes que foram expostos ao ataque criminoso em que participou o Deputado Estadual Macinho Belota (PL). A UFRR também emitiu uma nota de repúdio contra a invasão e depredação promovida pelo parlamentar. O silêncio do governador do estado, do prefeito da capital e dos respectivos presidentes dos legislativos e da OAB demonstram o quanto nossos representantes estão comprometidos com essa cultura da violência como prática política. É preciso que digamos não a violência, especialmente quando praticada contra jovens que estão iniciando sua vida política.


Algumas horas depois do Deputado Estadual Macinho Belota (PL) publicar em sua página do facebook, uma imagem do prédio do curso de direito, a UFRR sofreu um novo ataque. Desta vez, o prédio do curso de direito e do centro de ciências humanas (CCH) foram alvos da prática criminosa. Não é possível estabelecer uma relação com o parlamentar, no entanto é preciso que se investigue a ligação das pessoas filmadas com o deputado estadual. A fim de que o suposto crime de violência política e de abuso de autoridade possam ser punidos. Veja abaixo, o momento em que os criminosos arrancam a bandeira antifascista pendurada no prédio do curso de direito.

Invasão do prédio de direito da UFRR na tarde de 17/10/2026

A violência como prática política


O bolsonarismo extremista adota como principal estratégia de campanha a política do medo, sendo a violência a prática objetiva da ação de grupos milicianos. Os atos que se reproduzem nas eleições de 2026 demonstram o quanto mal essas pessoas causam a vida política brasileira. A tentativa de silenciar os opositores constitui-se como práticas fascistas, infelizmente, essa realidade espalha-se pelo país. No ano de 2022, levou inclusive ao assassinato de pessoas. Temos inclusive uma ex-deputada do PL, Carla Zambelli, foragida da justiça brasileira, por puxar uma arma para um jornalista nas eleições de 2022. É preciso que a sociedade brasileira e roraimense repudie esses atos, não queremos o retorno do coronelato como forma política novamente.



 
 
 

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